a mesma fé que move montanhas
bem que podia mover esse rio
pra longe da gente, do gado, da vida
pra longe das casas, das ruas, do trilho
e assim como afirma quem tudo perdeu
deus dará, deus dará, deus dará, deus dará
quem sabe deus dê também ao rio
mais serenidade pra chegar ao mar
e mesmo que deus não esteja mais lá
é com ele com quem todo o povo se pega
porque a fé nele é a única coisa
que um rio não carrega
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domingo, 4 de julho de 2010
simbora
por volta de um ano, ao cruzar o nordeste de carro eu escrevi fogo um dos meus poeminhos favoritos. esta madrugada eu sigo o mesmo rumo, desta vez, em direção às águas.
quem se interessar em acompanhar nosso trajeto lá pelas áreas inundadas pode acessar http://www.doeoseumelhor.wordpress.com/ .
boa viagem!
quem se interessar em acompanhar nosso trajeto lá pelas áreas inundadas pode acessar http://www.doeoseumelhor.wordpress.com/ .
boa viagem!
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
pra nós dois
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
(oswaldo ontenegro.
arrasou, oswaldo!)
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
(oswaldo ontenegro.
arrasou, oswaldo!)
fim
Momentos assim são especiais, aproveite.
Sue a dor e perca o fôlego.
Arrependa-se e depois perdoe-se.
Aprenda e não mais repita.
Mude o foco e aguarde.
Assim, finalmente, você vai achar alguém disposto a ficar do seu lado e a lutar contigo todas as batalhas, inclusive as só suas.
Quando o vento sopra forte assim,
só te restam suas raízes.
E é a partir delas que você vai recomeçar: Fernanda, Aninha, Lu, Johannes, Carol, Silvana, Mia, Andrea, Ju e Amélia. Obrigada por armar um cerco ao meu redor com bom humor e carinho, intransponível ao desespero, sem que eu precisasse pedir.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
briga
em meio a toda sua pressa
em acabar logo com aquela conversa
deixou escapar uma promessa
que sabia não poder cumprir
tanto por dificuldade
quanto por falta de vontade
e ainda por saber que mais tarde
conseguiria se redimir
mas ela cansou da mentira
e a parte dela que ele menos admira
deu início a uma gira
que ele não pôde aguerrir
e a parte dela que ele menos admira
deu início a uma gira
que ele não pôde aguerrir
e ela cerrou o punho
em enlouquecido redemunho
e deu início ao rascunho
do que ainda estava por vir.
em enlouquecido redemunho
e deu início ao rascunho
do que ainda estava por vir.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
a voz da américa do sul

ela precisou de ajuda para entrar no palco.
sentou-se. foi difícil reconhecer suas feições.
aplausos e ela começou a cantar.
tive pena dela.
a voz esquenta, ela entra no clima.
cada início de música dá um gostinho do que está por vir.
ela ataca o contralto. o tempo pára.
e eu que tive pena dela.
tadinha de mim...
duerme negrita
quarta-feira, 1 de julho de 2009
medo
assim quando se deu o romper do dia
ela saiu em busca de pocinhas de sol
empunhava a caneca com as duas mãos
tentando buscar no quentinho, um conforto.
embanhada em luz viu o orvalho nas ervas
e em silêncio absoluto deu bom dia ao cachorro
moveu-se lentamente até o ninho de bem-te-vi
e chorou, aliviada:
ao menos algo ainda estava em seu lugar.
ela saiu em busca de pocinhas de sol
empunhava a caneca com as duas mãos
tentando buscar no quentinho, um conforto.
embanhada em luz viu o orvalho nas ervas
e em silêncio absoluto deu bom dia ao cachorro
moveu-se lentamente até o ninho de bem-te-vi
e chorou, aliviada:
ao menos algo ainda estava em seu lugar.
segunda-feira, 2 de março de 2009
fogo
o chão que conta essa história
secou o ronco do trovão
e farto da vida inglória
abriu em fendas o grande sertão
são chagas de gente que sofre
que vive em meio a poeira
que arranca do solo mais fé que sustento
e dela se nutre a vida inteira
o chão rompe em desconsolo
lambendo de fogo o que já foi mar
e o vento sopra debochando
mais uma chuva pra longe de lá
secou o ronco do trovão
e farto da vida inglória
abriu em fendas o grande sertão
são chagas de gente que sofre
que vive em meio a poeira
que arranca do solo mais fé que sustento
e dela se nutre a vida inteira
o chão rompe em desconsolo
lambendo de fogo o que já foi mar
e o vento sopra debochando
mais uma chuva pra longe de lá
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
today
here I am listening to the blues
having a clear feeling
of what it is like
to be in my victims shoes
what goes around
comes around
and as hard as it may feel
there's a beautiful mighty justice to it.
having a clear feeling
of what it is like
to be in my victims shoes
what goes around
comes around
and as hard as it may feel
there's a beautiful mighty justice to it.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
little earthquakes
eu vi, eu vi os teus traços
senti de novo os abraços
que me envolveram em laços
que não consigo desatar
de novo me fiz em pedaços
solucei em descompasso
senti então, o cansaço
de ainda sofrer por te amar
senti de novo os abraços
que me envolveram em laços
que não consigo desatar
de novo me fiz em pedaços
solucei em descompasso
senti então, o cansaço
de ainda sofrer por te amar
terça-feira, 21 de outubro de 2008
pontuada
eu fui toda reticências frente a tua afirmação
de que aquela tua pausa, agora era ponto final
tentei impor ao contexto só mais uma exclamação
mas tua revisão de nós, não requer o meu aval
de maiúsculos a minúsculo, sem início, meio ou fim
abra ao menos um parênteses pra que eu possa compreender
toda a interrogação que agora habita em mim
e o que te fez cansar de querer nos escrever
de que aquela tua pausa, agora era ponto final
tentei impor ao contexto só mais uma exclamação
mas tua revisão de nós, não requer o meu aval
de maiúsculos a minúsculo, sem início, meio ou fim
abra ao menos um parênteses pra que eu possa compreender
toda a interrogação que agora habita em mim
e o que te fez cansar de querer nos escrever
sábado, 4 de outubro de 2008
raimundo
soa a morte as 6 da manhã e um abrir de portas suspende o bom dia. em meio a soluços arruma-se malas e passagens, e eles partem fazendo recomendações. sempre as mesmas. eu acendo uma vela. e outra. e outra. rezo por mim, para perdoá-lo. e por ele em seu acerto de contas. chego atrasada para o trabalho. me explico. sou convidada a voltar para casa. recuso. quatro vezes que ele morresse não mudaria minha rotina, penso comigo. entretanto, existe sim algo que me incomoda:
a morte ter feito morada na minha casa esse ano.
a morte ter feito morada na minha casa esse ano.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
telefonema
sossega o rabo, menina, que o lobo já vem
pra que deu confiança a quem não te quer bem?
enganou a si mesma denominando altruísmo
um largo e farto passo em direção ao a b i s m o
pra que deu confiança a quem não te quer bem?
enganou a si mesma denominando altruísmo
um largo e farto passo em direção ao a b i s m o
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