vício meu tão constante
sempre a me acompanhar
você é amor que nem se firma,
nem eu posso renegar
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
manhãs
me pego forte na guia
não deixo o guri arrancar
uma vez menino solto
ninguém pode segurar
brinco junto com o menino
com água e vento em mim
pois é num piscar de olhos
que a brincadeira ...
... chega ao fim.
(4 mãos. 1 beijo pras tuas duas)
não deixo o guri arrancar
uma vez menino solto
ninguém pode segurar
brinco junto com o menino
com água e vento em mim
pois é num piscar de olhos
que a brincadeira ...
... chega ao fim.
(4 mãos. 1 beijo pras tuas duas)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
amanhã começa logo e sempre muito antes que meu mínimo. são 3 horas de cadarços, reconciliações e narizes escorrendo. depois vem a insanidade geral: 3 níveis diferentes por 3 horas diferentes na mesmíssima sala. planejo até minha respiração. então começa o terceiro turno e me descambo pro outro lado do mundo e percorro uma vida toda em 4 horas: primeiro as crianças, depois adolescentes e em seguida os adultos. assim como eles eu ligo na tomada, taco o foda-se e silencio, respectivamente. em algum momento amanhã preciso preencher o diário de classe de 2 meses, lançar notas e escrever o relatório de desempenho de 16 alunos. é tudo para sexta. inclusive o caminho da zorra do meu coração. e eu estou resolvidíssima a não fazer porra nenhuma agora, acabar com essa garrafa de vinho e ir dormir.
simples assim.
bem à la sábado.
simples assim.
bem à la sábado.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
mosaico

a gente bebe
a gente escreve
antes tudo fosse vento
preenchendo o meu peito
do que esse enorme vácuo
preenchendo tudo em preto
o vento é algo, pelo menos
o menos é mais que nada
à esquerda do zero, entendemos
a lógica humana, errada.
foda-se tudo, digo eu
a dor é minha, o peito meu
nosso futuro é deus dará
pra frente ando e assim será
obstáculos, pularei
me farão cair, tropeçar
e me ver no chão, eu sei
mas o futuro é ao deus dará.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
leve desconforto
é a tal primeira lasca no seu esmalte vermelho,
e muitos anos de azar por quebrar um mero espelho,
é montar mais de mil peças do passatempo predileto
e descobrir só no final que ele veio incompleto,
é esperar pela sua mala que é a última, quase sempre,
é constatar com a mão na massa que faltou um ingrediente,
tudo muito enjoadinho como a clássica confusão
de ver que faltou a casa só do último botão.
e muitos anos de azar por quebrar um mero espelho,
é montar mais de mil peças do passatempo predileto
e descobrir só no final que ele veio incompleto,
é esperar pela sua mala que é a última, quase sempre,
é constatar com a mão na massa que faltou um ingrediente,
tudo muito enjoadinho como a clássica confusão
de ver que faltou a casa só do último botão.
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